Guardião, a onça mais velha do mundo: 25 anos no Guinness depois de resgatada filhote de caçadores no Amazonas
O Guinness World Records confirmou o Guardião, onça-pintada de 25 anos, como a mais velha do mundo em cativeiro. A idade foi verificada em Manaus em 9 de junho, e o recorde veio a público em 1º de outubro. O macho foi resgatado ainda filhote, depois que caçadores mataram a mãe.
Onça-pintada macho no Pantanal, em 2015. Não é o Guardião: é uma foto de arquivo de outra onça. Foto: Charles J. Sharp, Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0, recortada.
O Guardião é a onça-pintada mais velha do mundo mantida em cativeiro, com 25 anos e 90 dias na data da verificação, segundo o Guinness World Records. A idade foi conferida em Manaus, no Amazonas, em 9 de junho de 2026. O zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), do Exército, abriga o animal desde agosto de 2007.
Nascido em Tabatinga, em março de 2001
O Guardião nasceu em março de 2001, em Tabatinga, no interior do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Segundo o G1 de 6 de outubro, ele ficou sem a mãe ainda filhote, morta por caça ilegal, e foi acolhido pelo Exército.
Passou os primeiros anos no Parque Zoobotânico Cultural do Comando de Fronteira Solimões, ligado ao 8º Batalhão de Infantaria, em Tabatinga. Já adulto, foi transferido para o zoológico do CIGS, em Manaus, onde chegou em 7 de agosto de 2007, conforme o G1 de 1º de outubro.
Quanto vive uma onça-pintada
A espécie vive, em média, até 13 anos na natureza e cerca de 20 em cativeiro, segundo o G1. O Guardião passou da média de zoológico em cinco anos.
| Situação | Idade média citada |
|---|---|
| Onça-pintada na natureza | até 13 anos |
| Onça-pintada em cativeiro | cerca de 20 anos |
| Guardião, em junho de 2026 | 25 anos e 90 dias |
Arte: Watts & Wild, com dados do Guinness World Records e do G1 de 6 de outubro de 2026.
O que explica a longevidade da onça mais velha do mundo
De acordo com o CIGS, o felino passa por medicina veterinária preventiva, dieta balanceada e enriquecimento ambiental contínuo, com uma equipe de veterinários, bióloga e tratadores. A bióloga do centro, a primeiro-tenente Eliane Carvalho, descreve a rotina como individualizada para um animal idoso.
A comida é planejada para o desgaste dos dentes, e ele toma condroitina todos os dias para proteger as articulações. A cada três meses faz exames de sangue, raio X e ultrassonografia.
Por causa da idade, a equipe evita procedimentos que tragam risco desnecessário. Parte das avaliações é feita sem contenção química.
A rotina aos 25 anos
O CIGS descreve o Guardião como saudável. Ele toma sol todos os dias, faz até quatro refeições, caminha pelas trilhas do recinto, nada e usa as estruturas elevadas instaladas no espaço. Para os 25 anos, a equipe montou um enriquecimento ambiental temático e serviu o alimento preferido dele de forma adaptada.
Durante anos o macho dividiu o recinto com outra onça-pintada, o Amazonas. Segundo o CIGS, a convivência foi tranquila. Depois que o companheiro morreu, a equipe não notou mudança no comportamento do Guardião, que hoje vive sozinho.
O que o caso diz sobre caça e fauna silvestre
Para o CIGS, a história reforça a importância de proteger a fauna e combater o tráfico de animais silvestres na Amazônia. A instituição classifica a onça-pintada como espécie vulnerável à extinção.
Outras onças brasileiras seguem em liberdade e sob monitoramento. A Watts & Wild contou o caso de uma onça-pintada solta na Serra do Amolar e o de outras onças da mesma região. Quem encontrar um animal silvestre ferido deve acionar o Cetas ou o órgão ambiental do estado.
O que o recorde não diz
O título é de longevidade em cativeiro. O Guinness não compara o Guardião com onças que vivem soltas, e a média de 13 anos na natureza é uma estimativa, não um limite da espécie.
As reportagens divergem num detalhe: a de 1º de outubro diz que o Amazonas morreu em 2020, e a de 6 de outubro, em 2021. As fotos do Guardião vêm de divulgação do Exército e da Rede Amazônica e não foram reproduzidas aqui por falta de licença aberta. A foto de capa é de outra onça.
Fontes: Guinness World Records, registro "Oldest jaguar in captivity". G1 Amazonas, 1º de outubro de 2026. G1 Amazonas, 6 de outubro de 2026.
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