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Um mirante da Cascata Paraíso com aço e vidro deve ficar suspenso diante da montanha em Santa Catarina, mas o projeto de R$ 5,49 milhões ainda precisa vencer uma etapa

Campo Alegre prepara uma estrutura de observação perto da região central, em uma área cercada por montanhas e pela cascata. O projeto combina materiais diferentes e integra um parque maior. A abertura de uma disputa para contratar a obra marca o avanço anunciado, sem significar que o passeio esteja liberado.

Cascata Paraíso em fotografia de arquivo de 2017, anterior ao projeto do mirante.

Cascata Paraíso em março de 2017, antes do projeto anunciado. Foto: GeoPotinga / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Capa com recorte técnico, sem alteração do conteúdo da imagem.

O mirante da Cascata Paraíso, em Campo Alegre, no Planalto Norte de Santa Catarina, entrou em uma nova etapa de preparação. O município abriu uma licitação de R$ 5,49 milhões para contratar a construção da estrutura.

Segundo o ND Mais, a disputa está marcada para 27 de outubro. A proposta prevê uma plataforma panorâmica suspensa em uma área montanhosa, com acesso pela Rua Coronel Bueno Franco, perto do Centro.

O avanço anunciado é a licitação, não a inauguração. O desenho combina fundações profundas, concreto armado, estrutura metálica e vidro estrutural para criar um ponto de contemplação da cascata e da paisagem ao redor.

Onde ficará o mirante da Cascata Paraíso?

A estrutura está prevista para uma área montanhosa próxima à região central de Campo Alegre. O acesso indicado no projeto é pela Rua Coronel Bueno Franco, na área relacionada à Cascata Paraíso.

A proximidade do Centro faz parte do contexto da proposta, que busca valorizar a paisagem e organizar o fluxo de visitantes. A localização divulgada ainda deve ser entendida como referência do projeto em preparação.

Parte do projetoÁrea prevista
Visitação e lazer63 mil m²
Via de acesso13 mil m²
Área total76 mil m²

O aço e o vidro compõem a plataforma suspensa

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O projeto utiliza materiais com funções diferentes: fundações profundas e concreto armado na sustentação, além de estrutura metálica e superfícies de vidro estrutural na plataforma panorâmica.

A ideia é criar um ponto de contemplação suspenso. As imagens atuais da cascata mostram a paisagem existente; já as representações do projeto correspondem ao que se pretende construir, e não a uma obra concluída.

Água entre pedras e árvores na região da Cascata Paraíso, em fotografia de 2017.
Curso d’água e vegetação na região da Cascata Paraíso, em setembro de 2017. Imagem de arquivo, anterior ao projeto anunciado. Foto: Hermógenes Teixeira Pinto Filho / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Miniatura oficial reduzida, sem recorte.

Quanto está previsto para contratar a construção?

A licitação anunciada tem valor de R$ 5,49 milhões. Esse é o montante citado para a contratação da obra, dentro da etapa divulgada em setembro de 2026.

O valor de referência não deve ser confundido com um preço de ingresso ou com dinheiro já gasto na construção. A disputa busca selecionar a empresa responsável por executar o serviço previsto.

A plataforma integra um parque de área maior

O parque deve ocupar 76 mil metros quadrados, segundo a descrição publicada. Dentro desse total, 63 mil metros quadrados estão destinados à visitação e ao lazer.

Os outros 13 mil metros quadrados serão utilizados para a abertura de uma via de acesso ao parque e a um loteamento residencial. As áreas têm destinações diferentes dentro da proposta, embora façam parte do mesmo conjunto anunciado.

Queda d’água da Cascata Paraíso entre paredões cobertos de vegetação, em fotografia de 2017.
Cascata Paraíso em março de 2017. Imagem de arquivo, anterior ao projeto de plataforma. Foto: GeoPotinga / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0. Cópia técnica comprimida, sem recorte.

A área foi vinculada a uma operação consorciada

O projeto faz parte de uma operação consorciada com a empresa Irineu Imóveis. A cobertura informa que a área é doada como contrapartida e relaciona a nova via ao acesso do parque e do loteamento.

Esse arranjo explica por que a proposta reúne contemplação, lazer e circulação no mesmo planejamento. A descrição também aponta a intenção de estimular o comércio e os serviços locais com o movimento de visitantes.

A cascata também faz parte da história industrial da cidade

A paisagem tem uma história anterior ao projeto turístico. Segundo o Portal Municipal de Turismo de Campo Alegre, a força das águas já foi usada para gerar eletricidade e movimentar as máquinas de uma fábrica de amido e fécula de batata da Companhia Lorenz.

A apresentação municipal, publicada em 2010, também descreve um mirante natural próximo ao topo da cachoeira, com vista para a cidade e as montanhas da Serra Dona Francisca.

Esse ponto natural é diferente da plataforma de aço e vidro prevista na licitação. O registro ajuda a entender a paisagem, mas não confirma as condições atuais de acesso durante a preparação do parque.

A relação entre paisagem e mirantes aparece também no Buraco das Araras, em Jardim, onde já existe uma trilha de observação. Os dois lugares, porém, estão em fases e ambientes diferentes.

Ainda não é um endereço de atração inaugurada

A licitação está marcada para 27 de outubro. Essa data corresponde à disputa para contratar a obra; não é uma previsão de abertura do mirante aos visitantes.

Quem acompanha destinos precisa preservar essa diferença entre anúncio e funcionamento. Ela também importa ao ler sobre o interesse turístico de Gramado em rankings de viagem, que se refere a uma cidade com atrações já estabelecidas.

Informações que ainda não constam na cobertura

A cobertura consultada informa a data da disputa e as características previstas para a estrutura, mas não apresenta prazo de execução, início das obras ou data de abertura do mirante. Por isso, não é possível informar ingresso, funcionamento ou condições de visitação.

Essas definições dependem da contratação e da execução do projeto. Quem planeja visitar a Cascata Paraíso hoje precisa buscar informações atualizadas diretamente nos canais do município antes de organizar o deslocamento. Questões de acesso a cachoeiras também aparecem na disputa envolvendo a Cachoeira do Catoá, no Tocantins, em contexto diferente.

Você teria vontade de observar uma cascata por uma plataforma de vidro suspensa ou preferiria um mirante com piso opaco? Qual detalhe dessa proposta mais pesa na sua escolha? Deixe sua opinião nos comentários.

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