Um mapa de chuva virou o assunto do Sul, e o Inmet confirmou o alerta 48 horas antes
Um vídeo mostrando a área de instabilidade sobre o Sul viralizou em 17 de setembro de 2026, e o Inmet confirmou: tempestade, vento forte e granizo a partir desta sexta (18).
Mapa da Observação Meteorológica nº 164/2026 da Defesa Civil de Santa Catarina, publicada em 17 de setembro de 2026: risco moderado (amarelo) na maior parte do estado e baixo (verde) no Litoral Sul, de 19/09 às 5h a 20/09 às 23h59. Imagem: Divulgação/Defesa Civil de SC.
Na noite de 17 de setembro de 2026, o canal de meteorologia Planeta em Fúria publicou um vídeo mostrando, mapa por mapa, a área de chuva forte que se forma sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná nas 48 horas seguintes. O vídeo já passa de 23 mil visualizações e mais de 1.300 curtidas em menos de um dia, com o público perguntando, nos comentários, se a própria cidade estava na rota da tempestade.
No mesmo dia, o ND+ confirmou que o Inmet emitiu alerta laranja de perigo para tempestade em 226 municípios de Santa Catarina, com vigência a partir desta sexta-feira (18), e a Defesa Civil catarinense reforçou o aviso para chuva forte, vento e queda de granizo entre sexta e o fim de semana.
O Inmet e a Defesa Civil de Santa Catarina confirmaram, oficialmente, alerta de tempestade com granizo e ventos de 60 a 100 km/h a partir de 18 de setembro de 2026, com risco concentrado em Santa Catarina e reflexo nas áreas vizinhas do Rio Grande do Sul e do Paraná.
O que o mapa mostrou
No vídeo, o meteorologista passa de mapa em mapa e vai apontando o avanço da mancha vermelha, a cor que os aplicativos usam para marcar chuva mais pesada, sobre o Sul do país. A faixa começa na fronteira com o Paraguai e a Argentina, cresce sobre o Rio Grande do Sul e chega em Santa Catarina no sábado (19), sempre acompanhada de vento forte associado à formação de um ciclone extratropical no Atlântico.
Essa é a mesma leitura que a Defesa Civil de Santa Catarina publicou por escrito: a instabilidade começa de madrugada no Oeste catarinense no sábado e avança, ao longo do dia, para as demais regiões do estado, com pico de intensidade entre sábado e domingo.
O que o Inmet confirmou, oficialmente
O alerta laranja, o segundo nível mais grave da escala do instituto, cobre 226 municípios de Santa Catarina, incluindo o Oeste Catarinense, o Vale do Itajaí, a Grande Florianópolis e o Norte Catarinense. Nessas áreas, o Inmet prevê chuva entre 30 e 60 mm por hora (ou até 100 mm no dia), ventos de 60 a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo, segundo o próprio portal da Defesa Civil de Santa Catarina.
Leia também: por que o Sul é a região com mais granizo.
Leia também: o alerta vermelho de tempestade no Sul em 21 de setembro e o El Niño de 2026, que pode ser o mais forte desde 1950.
As demais regiões de Santa Catarina ficaram sob alerta amarelo, de perigo potencial. Segundo o ND+, o gatilho por trás da virada no tempo é a formação de um ciclone que se aproxima do estado justamente no fim de semana, empurrando a frente fria com mais força do que o normal para essa época do ano.
Por que o alerta vale para 48 horas, e não para agora?
Quem assistiu ao vídeo na noite de quinta viu que a instabilidade ainda não tinha chegado com força: a chuva mais pesada só é esperada a partir da madrugada de sábado, quase 48 horas depois da publicação. É por isso que o alerta funciona como um aviso prévio, dando tempo para quem mora nas áreas de risco se preparar antes da chegada da chuva forte.
O intervalo também explica por que tanta gente comentou perguntando sobre a própria cidade: a faixa de instabilidade se desloca, então o mesmo mapa que mostra risco alto no Rio Grande do Sul na sexta pode mostrar o pico em Santa Catarina no sábado, e é justamente esse deslocamento que o Inmet acompanha hora a hora.
O que o público está dizendo
Nos comentários do vídeo, dá para sentir a mistura de gratidão e apreensão de quem mora na rota da tempestade. @lourdessmaniotto9266 escreveu: "Obrigada por nos mto bem informar, Jesus desviei tudo isso para o mar", com oito curtidas. @MariaAparecida-rv9fy pediu que a instabilidade "perca força e não atinja nosso Paraná e nem um outro estado". Já @lucianomuniz9580 relatou de Curitiba: "Aqui em Curitiba estamos com chuvisco, vento e frio glacial...".
Tem também quem já sentiu o começo da virada: @MauroSérgiosouzaCardoso-b9x3c comentou desejando que "esses temporais não sejam tão intensos e nem causem tantos prejuízos no sul do país". É exatamente esse medo de prejuízo, carro amassado, telhado destelhado, árvore caída, que o alerta oficial tenta evitar ao avisar com antecedência. Vale reforçar: o alerta é sério, mas granizo e vendaval não pedem pânico, pedem preparo.
O que fazer antes de a tempestade chegar?
Quem mora nas áreas sob alerta laranja ou amarelo pode se antecipar com medidas simples. Carro: procure garagem coberta ou, se não tiver, cubra o para-brisa com um cobertor grosso, porque o granizo costuma trincar vidros primeiro. Telhado: recolha vasos, móveis de varanda e qualquer objeto solto que o vento possa transformar em projétil, e evite ficar embaixo de árvores grandes durante as rajadas.
Energia: desligue da tomada aparelhos eletrônicos sensíveis, porque quedas de energia e picos de tensão são comuns durante vendaval, e mantenha uma lanterna à mão. Se morar perto de encostas ou áreas de alagamento recorrente, fique de olho nos avisos da Defesa Civil do seu município, porque ela é quem decide, caso a caso, se é hora de sair de casa.
O alerta muda de cidade para cidade, e isso importa
Aqui vai o detalhe que o vídeo não deixa tão claro: nem toda cidade do Sul está sob o mesmo nível de risco. O alerta laranja, o mais grave confirmado pelo Inmet nesta rodada, está circunscrito às 226 cidades de Santa Catarina listadas oficialmente; o resto do estado e as áreas vizinhas do Rio Grande do Sul e do Paraná aparecem com alerta amarelo, de perigo potencial, um degrau abaixo.
Isso não significa que quem está fora da lista laranja pode ignorar o aviso, o vento forte associado ao ciclone tende a se espalhar por uma área maior do que a chuva mais pesada, mas significa que a intensidade do risco varia bastante conforme o endereço. A recomendação, nesse caso, é sempre conferir o alerta específico do seu município nos canais oficiais do Inmet e da Defesa Civil do seu estado, em vez de generalizar o que vale para uma cidade vizinha.
Sul do Brasil sob mira de novo alerta neste fim de semana
Com o alerta laranja confirmado e o ciclone se aproximando, o fim de semana de 19 e 20 de setembro deve concentrar o pior momento da tempestade nas áreas listadas pelo Inmet, com chuva forte, rajadas de até 100 km/h e possibilidade de granizo em Santa Catarina e no entorno. É o tipo de aviso que vale mais a pena guardar por precaução do que compartilhar só pelo susto.
Não é a primeira vez que o Sul vira assunto por causa do tempo, a mesma região já apareceu quando uma onça cruzou a fronteira sozinha em plena Mata Atlântica, e o céu do país também rendeu matéria quando o eclipse solar mais longo do século escureceu parte do Brasil. Quem gosta de fenômeno natural explicado com fonte também pode conferir a cratera gigante que uma pedra abriu na Lua sem que ninguém percebesse na hora.
E na sua cidade, o alerta já chegou pela Defesa Civil ou você só ficou sabendo agora, pelo vídeo? Conta pra gente nos comentários se a chuva forte já começou aí.
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