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Um biólogo procura uma cobra no quintal de uma casa em Jaraguá do Sul e encontra uma coral de 70 centímetros escondida dentro de um tijolo

Cobra coral de 70 centímetros é encontrada dentro de um tijolo em Santa Catarina durante atendimento de resgate.

Uma cobra coral de cerca de 70 centímetros foi encontrada dentro de um tijolo em Santa Catarina. O registro foi divulgado pelo biólogo Christian Raboch e faz parte de uma sequência de atendimentos envolvendo animais. A identificação segura exige conhecimento especializado, pois padrões de cores não resolvem sozinhos essa tarefa.

Cobra coral ao lado do tijolo em que estava escondida no quintal de uma casa em Jaraguá do Sul (SC), no resgate do biólogo Christian Raboch Lempek

A cobra coral ao lado do tijolo em que se escondia, no quintal de uma casa em Jaraguá do Sul (SC), em cena do vídeo publicado pelo biólogo Christian Raboch Lempek, que fez o resgate. Reprodução / YouTube @BiologoChristian.

O biólogo Christian Raboch Lempek foi chamado a uma casa em Jaraguá do Sul depois que uma moradora avistou uma cobra no quintal. Quando ele chegou, o animal já tinha sumido de vista.

Segundo relato do próprio biólogo ao site ND Mais, em publicação de 21 de setembro, a moradora contou que "a senhora acabou avistando uma cobrinha, mas aí até eu chegar lá, já tinha se escondido". A procura terminou dentro de um tijolo largado no quintal.

Christian encontrou uma cobra coral de cerca de 70 centímetros dentro do tijolo. O resgate foi mostrado em vídeo publicado em 20 de setembro, junto de atendimentos a um cachorro-do-mato atropelado e a um gambá que entrou em uma escola de Jaraguá do Sul.

Cobra ficou escondida até o biólogo remexer um tijolo empilhado

A moradora viu a cobra, mas ela já havia se escondido quando Christian chegou. A procura pelo quintal terminou no tijolo, onde o biólogo localizou o animal e conseguiu fazer o resgate.

O resgate faz parte da rotina do biólogo, que atua na região atendendo chamados de moradores que encontram animais silvestres em casas, quintais e terrenos de Jaraguá do Sul e cidades vizinhas.

Você sabe reconhecer a cobra coral verdadeira?

As cores não são um método seguro para distinguir corais. O Instituto Butantan explica que falsas-corais podem imitar a aparência e comportamentos das verdadeiras. Algumas também possuem veneno, embora menos potente.

Por isso, uma pessoa sem preparo não deve tentar identificar a cobra pegando o animal. No caso de Jaraguá do Sul, a moradora chamou o biólogo depois de avistar a serpente no quintal.

Veneno da coral é considerado o mais forte entre as serpentes do país

A reportagem do ND Mais descreveu o animal como a cobra mais venenosa do Brasil, classificação associada à potência do veneno da espécie, que age no sistema nervoso.

Apesar disso, acidentes com cobra coral são raros no país: a presa curta e o comportamento discreto do animal fazem a maioria dos casos graves de picada de serpente no Brasil vir de outras famílias, como a jararaca.

No mesmo dia, um cachorro-do-mato foi atropelado perto dali

Horas antes do resgate da cobra, o mesmo biólogo atendeu um cachorro-do-mato atropelado na região. O animal foi recolhido ainda na manhã de domingo.

Christian disse ao ND Mais que o cachorro-do-mato é comum na região e sofre com atropelamentos. O exemplar atendido naquela manhã foi colocado em uma caixa de transporte e levado ao veterinário.

É um problema parecido com o que acontece com outras espécies da fauna nativa, como mostra o caso da onça Manchita, filmada sozinha no Brasil depois de cruzar a fronteira.

Animal foi levado para atendimento veterinário depois do resgate

Depois de recolhido, o cachorro-do-mato foi colocado em uma caixa de transporte e levado para atendimento veterinário, seguindo o procedimento padrão para fauna silvestre ferida na região.

O atendimento ao cachorro-do-mato foi o primeiro dos três apresentados no vídeo. Depois, Christian seguiu para o chamado na escola e, por último, procurou a cobra que havia desaparecido no jardim.

Terceiro resgate do fim de semana envolveu um gambá na escola

Ainda no mesmo período, o biólogo atendeu a um terceiro chamado: um gambá encontrado dentro do refeitório de uma escola da região.

Uma professora havia colocado o gambá em um lixeiro. Christian contou que ele pulou do recipiente e foi pego no ar. Como era um jovem capaz de sobreviver sozinho, o biólogo o soltou em uma área de mata.

Identificar direito a espécie antes de agir é sempre o primeiro passo, o mesmo cuidado que separa animais parecidos, como no caso do cateto e do queixada, silvestres que costumam ser confundidos entre si.

Nem toda cobra encontrada em casa é a mais perigosa

O Butantan orienta não tentar capturar uma serpente por conta própria. Manter distância e procurar ajuda especializada evita que a tentativa de resolver o encontro se transforme em acidente.

A orientação de especialistas é sempre a mesma diante de qualquer cobra, peçonhenta ou não: manter distância, afastar crianças e animais domésticos e chamar um profissional, em vez de tentar resolver o encontro por conta própria.

O que fazer se encontrar uma cobra coral em casa?

A recomendação de biólogos é não tocar nem tentar matar o animal. O procedimento correto é isolar o local, impedir a aproximação de pessoas e acionar o corpo de bombeiros, a defesa civil ou um biólogo habilitado para o resgate.

Foi exatamente esse fluxo que levou ao resgate em Jaraguá do Sul: o chamado de uma moradora e a ida de um profissional ao local, sem que ninguém tentasse capturar a cobra sozinho.

Resgates de animais silvestres seguem comuns no norte de Santa Catarina

Casos como os de Jaraguá do Sul aparecem com frequência na rotina de biólogos que atendem a região, misturando espécies como cobra coral, cachorro-do-mato e gambá em um único fim de semana.

Os três atendimentos tiveram encaminhamentos diferentes: a coral foi resgatada, o cachorro-do-mato foi levado ao veterinário e o gambá voltou à mata. Você já encontrou um animal silvestre escondido em casa? Conte sua experiência nos comentários.

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